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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

chegou a primavera!

Hoje às 12:44 (horário de Brasília) chegou a Primavera.

Do ponto de vista astronômico, o Sol, em sua trajetória aparente pelo céu (Eclíptica), passou pelo Equador Celeste marcando o Equinócio de Primavera para nós aqui do Hemisfério Sul e o Equinócio de Outono para os que estão do lado de lá do Equador.


Do ponto de vista biológico chegou a hora de procurar um parceiro ou mais (alguns têm este privilégio) e perpetuar a espécie.

Foto de Emanuel Valentin Correia / Olhares

Nessa luta pela perpetuação das espécies muitos brigam e até matam por um parceiro, mas muitos, inconscientemente, ajudam os não dotados de mobilidade a mandar seus gens aos parceiros distantes e se reproduzirem sem nunca terem se tocado. Pássaros e insetos se encarregam de polinizar as plantas que os alimentam numa coreografia que passa de geração para geração.

Foto de Valdir Rodrigues / Olhares

Como eu sempre digo, nosso dia-a-dia está repleto de Física, Química, Biologia, Astronomia, Matemática e muitas outras, em proporções diversas. Não adianta querer tratar cada uma separadamente. Vamos, então, curtir a Primavera em todos os seus aspectos.

Ano Internacional da Astronomia 2009

Em 20 de dezembro de 2007 a ONU proclamou 2009 como o Ano Internacional da Astronomia.


O Ano Internacional da Astronomia 2009 comemora os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta será uma celebração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano. Será dado forte ênfase à educação, ao envolvimento do público e ao engajamento dos jovens na ciência, através de atividades locais, nacionais e globais.

A Astronomia é uma das ciências mais antigas e deu origem a campos inteiros da Física e da Matemática. Teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade. Forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares. Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação, da detecção e processamento de sinais. Hoje telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raios-gama à ondas longas de rádio. Ela teve e tem profundo impacto no conhecimento e é uma das mais refinadas expressões do intelecto humano.

Há um século, mal tínhamos idéia da existência de nossa própria galáxia e hoje sabemos que existem centenas de bilhões delas no limite de visibilidade do universo e revelamos sua desabalada carreira para todas as direções. Conseguimos medir com boa precisão a idade e a composição química do universo. Descobrimos um verdadeiro “zoológico” de astros, variando entre densidades mais altas que a do núcleo atômico até mais baixas que o vácuo de laboratório e ambientes com temperaturas de bilhões de graus ao zero absoluto. O céu é um imenso e diversificado laboratório de Física. Mostramos que a vida na Terra está intimamente ligada às estrelas, através dos elementos químicos que elas produziram e da energia que fornecem.

Há poucas décadas, a Astronomia revelou que todas as formas de matéria e energia tratadas pela Física são apenas uma minúscula fração do Universo, dominado pela matéria e energia “escuras”. Não tínhamos meios de demonstrar que as outras estrelas constituem sistemas planetários como o nosso, e em poucos anos já catalogamos mais de 200 planetas extra-solares. Neste início de um novo milênio, nos colocamos um novo desafio, o de detectar vida em outros planetas e de verificar se ela é um produto de leis naturais da evolução da matéria, como prediz o evolucionismo, ou requer uma intervenção externa, como grande parte da humanidade ainda acredita. Qualquer que seja a resposta, o impacto no pensamento humano será enorme e isso pode ocorrer em poucas décadas.

O interesse do público pelo espaço cósmico nunca foi maior, colocando as descobertas astronômicas na primeira página da mídia. O Ano Internacional se propõe a satisfazer a demanda do público por informação e por envolvimento. Não só ao longo do ano de 2009, mas através da herança desta celebração, criando canais de comunicação, programas educacionais a longo prazo e engajando jovens na carreira científica.

A estrutura em rede, com “nós” locais, nacionais e globais permitirá compartilhar recursos e trocar experiências. Ela se tornará um portal onde público, educadores e pesquisadores encontrarão todos os recursos de Astronomia existentes. A definição de metas e objetivos e a avaliação dos resultados permitirão a criação de métodos eficientes de divulgação científica.

As principais metas do IYA2009 são:
• Difundir na sociedade uma mentalidade científica.
• Promover acesso a novos conhecimentos e experiências observacionais.
• Promover comunidades astronômicas em países em desenvolvimento.
• Promover e melhorar o ensino formal e informal da ciência.
• Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista.
• Criar novas redes e fortalecer as já existentes.
• Melhorar a inclusão social na ciência, promovendo uma distribuição mais equilibrada entre os cientistas provenientes de camadas mais pobres, de mulheres e minorias raciais e sexuais.

(Extraído do site do IYA2009)

domingo, 7 de setembro de 2008

astronomia sem telescópio

Em setembro de 2008 os planetas Marte, Vênus e Mercúrio (todos em Virgem) podem ser vistos a olho nu, no Oeste, logo após o pôr-do-sol. Júpiter (em Sagitário) aparece no topo do céu na mesma hora, enorme e brilhante. Já os distantes Urano (em Aquário) e Netuno (em Capricórnio) só podem ser vistos por quem tem um telescópio razoavelmente potente. Mesmo nós, que não temos um telescópio, podemos nos deliciar com essas e outras maravilhas que o céu oferece. Passeie pelo céu e conheça as constelações, planetas, galáxias e nebulosas sem sair de casa, sem ter um telescópio e sem se preocupar se está ou não chovendo ou nublado. Dois softwares gratuitos sensacionais podem ser obtidos na web.

1) WordWide Telescope - Programa gratuito da Microsoft, usa imagens do Telescópio Espacial Hubble, do Telescópio Espacial Spitzer da NASA e de outros telescópios terrestres, para mostrar imagens sem paralelo de estrelas, galáxias e nebulosas.

2) Stellarium - Coloca um planetário grátis em seu PC. Este programa não é tão rebuscado como o da Microsoft, mas é muito mais rápido e amigável. Seu catálogo padrão oferece mais de 600 mil estrelas e módulos adicionais podem elevar este número para mais de 21 milhões.
Em ambos você define seu local de observação (coordenadas) e pode acompanhar o céu em qualquer data. Istale os dois e divirta-se.

As imagens abaixo são do Stellarium exibindo Marte, Vênus e Mercúrio às 18:46 do dia 7 de setembro de 2008.